InícioNotíciaBrasilCongresso discute inelegibilidade por violência contra mulher há 11 anos

Congresso discute inelegibilidade por violência contra mulher há 11 anos

Ao menos 13 propostas tramitam desde 2015; decisão recente do TSE reacendeu o debate sobre mudança expressa na lei.

Deputados e senadores analisam há pelo menos 11 anos propostas para incluir de forma expressa a violência contra a mulher entre as causas de inelegibilidade. Levantamento da CNN Brasil identificou ao menos 13 projetos apresentados desde 2015, sem aprovação definitiva pelo Congresso.

Leia também: Lei de 2026 diferencia violência vicária e vicaricídio

O tema voltou ao centro do debate depois que o Tribunal Superior Eleitoral decidiu, na quinta-feira (29), que uma condenação por órgão colegiado por lesão corporal contra mulher, praticada por razão da condição do sexo feminino, pode impedir uma candidatura.

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No julgamento, realizado em Brasília, os ministros afirmaram que não criaram uma nova hipótese de inelegibilidade. A decisão, tomada de forma unânime, interpretou o alcance de categorias já previstas na legislação e pediu ao Legislativo que trate do assunto com clareza.

Na Câmara, 11 propostas tentam alterar a Lei de Inelegibilidades. Os textos variam quanto aos crimes alcançados, ao tipo de condenação exigida e ao tempo em que a pessoa ficaria impedida de concorrer.

No Senado, o PLP 197/2024 foi aprovado pela Comissão de Direitos Humanos em maio de 2025, mas aguarda relator na Comissão de Constituição e Justiça desde 30 de maio daquele ano, há 17 meses. Outro projeto, o PLP 277/2025, também prevê inelegibilidade e a criação de um cadastro nacional de condenados por violência contra a mulher.

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