O ex-presidente do Paraguai, Santiago Peña, foi preso em Assunção nesta sexta-feira (6), depois de ser destituído pelo Senado. Segundo o g1, ele ficará em prisão domiciliar no âmbito da investigação sobre o banco Ueno.
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A ordem partiu de quatro promotores do Ministério Público paraguaio. O promotor Cristian Benítez afirmou que a apuração envolve suspeitas de lesão de confiança, tráfico de influência e administração para proveito próprio. Ele ressaltou que as classificações são preliminares e que os fatos ainda precisam ser delimitados.
O ex-presidente do Banco Central Carlos Carvallo também teve a prisão determinada. Conforme a CNN Brasil, Peña deverá ficar em casa até ser apresentado à unidade responsável pelos crimes econômicos e anticorrupção. Carvallo deverá permanecer em uma dependência definida pela Polícia Nacional.
Crise bancária e investigação
O Ueno fechou as portas na terça-feira (3), após o Banco Central identificar problemas de solvência relacionados a empréstimos para empresas ligadas ao próprio grupo. A instituição tinha cerca de 3 milhões de clientes e mantinha recursos públicos, segundo a CNN Brasil.
De acordo com o g1, uma denúncia apresentada por parlamentares ampliou a investigação sobre possíveis conflitos de interesse e depósitos de órgãos públicos no banco. Os questionamentos incluem a atuação dos responsáveis pela fiscalização e as decisões de aplicar dinheiro estatal na instituição.
Após a destituição, o vice-presidente Pedro Alliana assumiu a Presidência. Segundo o jornal paraguaio ABC Color, a prisão de Peña ocorreu enquanto o sucessor tomava posse.
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