O Grupo de Atuação Especial Contra o Crime Organizado (Gaeco) divulgou novos detalhes da Operação Mãos à Obra, deflagrada na última terça-feira em Sinop. A ação investiga um suposto esquema de corrupção passiva envolvendo servidores públicos efetivos da Prefeitura Municipal.
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Segundo informações do Ministério Público de Mato Grosso (MPMT), o alvo da apuração é a conduta de fiscais vinculados à Secretaria Municipal de Planejamento Urbano e Habitação. Eles são suspeitos de solicitar vantagens indevidas para agilizar processos, liberação de obras e aprovações de projetos administrativos.
Ao todo, a Justiça expediu três mandados de busca e apreensão, cumpridos na sede do Poder Executivo municipal e nas residências dos investigados. Durante as diligências, as forças de segurança apreenderam celulares, documentos e projetos de engenharia que passarão por análise pericial. A ação contou com o apoio de equipes da Polícia Militar (Grupo de Apoio, Raio e Força Tática de Sinop).
Posicionamento da Prefeitura
Em nota oficial, a Prefeitura de Sinop esclareceu que a investigação foca exclusivamente a conduta individual de dois fiscais de obras e que a Secretaria de Planejamento Urbano e Habitação não é alvo da operação.
O município informou ainda que o titular da pasta acompanhou os agentes do Gaeco, prestou esclarecimentos e que nenhum documento ou equipamento foi apreendido nas dependências da secretaria. A administração reiterou seu compromisso com a transparência e a ética, colocando-se à disposição das autoridades.
As investigações prosseguem sob coordenação do Gaeco — força-tarefa composta pelo MPMT, Polícia Civil, Polícia Militar, Polícia Penal e Sistema Socioeducativo.







