A investigação da Polícia Civil sobre um esquema de exploração sexual infantil e compartilhamento de material ilícito em Sorriso ganhou novos contornos após manifestação da defesa de Tafnes, jovem presa durante a operação que também deteve um empresário da região. Em entrevista ao jornalista Wesley Tecchio, o advogado Walter Rapuano apresentou a versão de sua cliente sobre o caso.
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Alegação de aliciamento e pressão financeira
Segundo a defesa, Tafnes colaborou com as investigações e relatou em depoimento oficial que foi aliciada ainda na adolescência. O advogado sustenta que a jovem passou a produzir e fornecer fotos e vídeos de menores sob coação do empresário investigado, que condicionava o repasse de ajuda financeira ao fornecimento contínuo do material ilícito.
Segredo de Justiça e presunção de inocência
Por envolver direitos de crianças e adolescentes, o processo tramita sob segredo de Justiça. A estratégia da defesa ao longo da ação penal será demonstrar o contexto de vulnerabilidade e coação que levou a investigada a participar do esquema. O defensor ressaltou que prevalece o princípio constitucional da presunção de inocência até o julgamento definitivo.
Pedido de prisão domiciliar
A defesa pretende solicitar a conversão da prisão preventiva em domiciliar. A investigada está detida na Delegacia de Polícia Civil de Sorriso desde 29 de junho devido à falta de vagas no sistema prisional feminino. As investigações prosseguem para apurar a responsabilidade individual de cada envolvido.







