Uma investigação minuciosa conduzida pela Polícia Civil de Mato Grosso teve um desfecho macabro no fim da tarde desta quarta-feira (12). A adolescente de 14 anos, que estava desaparecida desde a madrugada do último dia 6, foi encontrada morta e enterrada em uma área de mata às margens da BR-163, no município de Sorriso, norte do estado.
A jovem havia sido arrancada de dentro de um hotel em Lucas do Rio Verde — a cerca de 333 km de Cuiabá — por um grupo ainda não totalmente identificado.
Rastro de poeira e câmeras de segurança
O caso começou a se desenrolar quando investigadores da Delegacia Especializada de Roubos e Furtos (Derf) de Lucas do Rio Verde debruçaram-se sobre as imagens dos circuitos de segurança do estabelecimento. Os registros flagraram o momento em que a vítima foi retirada do local e colocada em um veículo Fiat Mobi de cor branca.
Com a identificação da placa, os agentes chegaram ao proprietário do carro, que revelou que o automóvel estava cedido a um motorista de aplicativo de 31 anos.
Convocado a prestar esclarecimentos, o motorista apresentou uma versão dos fatos: alegou ter sido acionado por um casal para uma corrida até o hotel e que, na volta, quatro passageiros embarcaram — incluindo a adolescente. Segundo ele, o destino final foi a região próxima a uma casa noturna, após a ponte no município de Sorriso.
Tentativa de fuga e prisão
A reviravolta no depoimento ocorreu durante as diligências em campo. O próprio motorista acompanhou a equipe policial até o ponto onde afirmava ter deixado o grupo. No entanto, ao desembarcar no local, o suspeito tentou escapar correndo para a vegetação, mas foi rapidamente interceptado e detido pelos policiais da Derf.
Mesmo com a prisão do condutor, as buscas pela adolescente continuaram intensas. A confirmação do pior cenário veio no fim da tarde de quarta-feira: após novas pistas e cruzamento de dados, os agentes localizaram uma cova recente em meio à mata fechada, às margens da rodovia.
Sinais de violência e investigação em curso
O local foi isolado para o trabalho da Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec) e o Corpo de Bombeiros atuou no resgate do corpo. Informações preliminares apontam que a adolescente apresentava marcas extremas de violência, estando com as mãos amarradas e uma corda no pescoço. O corpo foi encaminhado ao Instituto Médico Legal (IML), que determinará a causa exata da morte.
“A prioridade agora é remontar a dinâmica exata do crime e chegar aos demais executores”, informou a Polícia Civil.
A identidade da vítima é mantida em sigilo pelas autoridades, em cumprimento ao Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA). A Polícia Civil trabalha agora para responder às perguntas que faltam: quem são os outros passageiros do veículo, qual o local onde a jovem foi mantida em cativeiro e qual teria sido a real motivação por trás do crime brutal.







