O presidente do Partido Liberal, Valdemar Costa Neto, afirmou na quinta-feira (29) que não gostou da carta divulgada por Flávio Bolsonaro depois da derrota no segundo turno da eleição presidencial. O documento contestava o resultado proclamado pela Justiça Eleitoral e apresentava o senador como “líder do Brasil”.
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A declaração foi dada quando Valdemar chegou ao condomínio onde o ex-presidente Jair Bolsonaro cumpre prisão domiciliar. O encontro havia sido autorizado pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, após pedido apresentado pela defesa.
O posicionamento ocorre em um período de divergências internas no PL sobre a reação ao resultado das urnas. Flávio Bolsonaro foi derrotado por Luiz Inácio Lula da Silva no segundo turno realizado em 25 de outubro.
Com a apuração concluída, Lula recebeu 64.256.232 votos, equivalentes a 51,79% dos válidos. Flávio terminou com 59.826.041 votos, ou 48,21%, uma diferença de 4.430.191 votos.
Na primeira versão da carta, o senador se apresentou como “verdadeiro presidente eleito”. Em publicação posterior, o texto foi alterado e passou a defini-lo como “líder do Brasil”. O candidato derrotado também voltou a questionar o processo eleitoral.
Outros aliados de Flávio defenderam o reconhecimento do resultado. O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, afirmou que a eleição terminou e que o caminho institucional é respeitar a decisão das urnas e organizar a oposição ao novo governo.
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