Alta Floresta realizou o primeiro censo de primatas no perímetro urbano para conhecer a quantidade, a distribuição e as condições das populações de macacos que vivem em fragmentos de floresta. O levantamento de 2026 já foi concluído e os dados estão em análise.
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O trabalho foi realizado pelo Projeto Reconecta em parceria com a Universidade do Estado de Mato Grosso (Unemat) e a Universidade Federal de Viçosa (UFV). As equipes percorreram a Reserva Surucuá, a Fazenda Anacã, o Parque Zoobotânico e o Refúgio dos Padres.
Os pesquisadores combinaram duas metodologias: caminhadas em trilhas, chamadas de transectos lineares, e sobrevoos com drone equipado com câmera térmica. Cada registro reuniu informações como espécie, quantidade de indivíduos, comportamento, alimentação, horário e localização.
As seis espécies esperadas para a região foram registradas: bugio-vermelho, macaco-aranha, macaco-prego, mico-de-Schneider, macaco-da-noite e zogue-zogue-de-Alta-Floresta.
Os resultados deverão apoiar a instalação de pontes artificiais para os animais, a criação de corredores ecológicos e ações de reflorestamento. A proposta é repetir o censo anualmente para acompanhar as mudanças nas populações ao longo do tempo.
A prefeitura também orienta os moradores a não oferecer alimentos aos animais silvestres. Produtos industrializados com óleo, sal e açúcar podem prejudicar os primatas e aumentar riscos de transmissão de doenças. Acompanhe outras informações ambientais pelo Canaã Notícias no Instagram.







