O governo da presidente Claudia Sheinbaum determinou a desmilitarização de escolas privadas que adotam valores, símbolos e métodos inspirados nas Forças Armadas. A Secretaria de Educação Pública do México afirma que esse modelo não tem base legal fora das instituições militares.
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A medida deverá alcançar entre 20 e 50 instituições, com estimativa de 10 mil a 20 mil estudantes. Colégios terão de abandonar patentes, uniformes e rituais militares para continuar funcionando como escolas privadas regulares.
A decisão ganhou força após a morte de uma adolescente de 13 anos durante um acampamento militar no Estado de Tamaulipas. O caso é investigado, três pessoas foram detidas e a família contesta a versão inicial de afogamento acidental.
Parte das instituições já começou a retirar títulos e referências militares. Em Cidade do México, escolas comunicaram mudanças às famílias, enquanto apoiadores do modelo organizaram protestos contra o fechamento indiscriminado.
Uma pesquisa citada pela BBC indica opiniões divididas: cerca de um terço dos entrevistados rejeita o fechamento em massa e defende auditorias, enquanto 27% apoia o encerramento das escolas militarizadas. O governo sustenta que a educação militar é exclusiva das Forças Armadas.
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