Os eleitores de Israel foram às urnas nesta terça-feira (27) em uma disputa considerada decisiva para o futuro político do país. Pesquisas divulgadas na semana anterior apontaram equilíbrio entre o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu e o ex-chefe militar Gadi Eisenkot.
Leia também: Protestos estudantis fecham escolas e pressionam governo francês
As projeções indicaram que nenhum dos principais blocos alcançaria sozinho as 61 cadeiras necessárias para formar maioria no Parlamento. O cenário pode abrir semanas ou meses de negociações para uma nova coalizão.
A segurança nacional dominou a campanha. A oposição responsabilizou o governo por falhas anteriores aos ataques de 7 de outubro e defendeu uma comissão independente de investigação, proposta rejeitada por Netanyahu.
Eisenkot lidera o chamado bloco da mudança, que reúne partidos com posições diferentes, mas unidos pelo objetivo de substituir o atual governo. Netanyahu depende de nova aliança com legendas de extrema-direita e ultraortodoxas que integram sua coalizão.
O sistema eleitoral israelense é proporcional e normalmente exige acordos entre vários partidos. Blocos de representação árabe também participam da disputa e podem influenciar a formação do próximo governo. O resultado definirá se Netanyahu terá condições de buscar um sétimo mandato.
Para acompanhar outras notícias, siga o Instagram do Canaã Notícias.





