Eleitores da Califórnia vão decidir, em 3 de novembro, se o estado aplicará uma cobrança única de 5% sobre o patrimônio líquido de seus bilionários. A medida, chamada Proposição 40, teria alcance sobre pouco mais de 200 pessoas e busca financiar o sistema de saúde.
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Os defensores calculam que o imposto poderia arrecadar cerca de US$ 100 bilhões para compensar a redução de repasses federais. A proposta também é apresentada como uma forma de enfrentar a forte desigualdade patrimonial no estado, que abriga uma das maiores concentrações de bilionários do mundo.
A iniciativa, porém, divide lideranças políticas e empresariais. Críticos afirmam que a cobrança pode incentivar a saída de moradores muito ricos e reduzir a arrecadação regular do imposto de renda. O governador Gavin Newsom está entre os opositores.
Pesquisa feita em setembro pelo Instituto de Estudos Governamentais de Berkeley e pelo Los Angeles Times registrou 45% de apoio, 42% de rejeição e 13% de indecisos. A medida precisa de maioria simples para ser aprovada.
Se receber o aval dos eleitores, o imposto valerá retroativamente para quem tinha patrimônio de pelo menos US$ 1 bilhão e morava no estado em 1º de janeiro de 2026. A proposta já levou alguns empresários a transferir residência, enquanto apoiadores bilionários disseram aceitar a cobrança.
Em Los Angeles, atos favoráveis à medida contaram com a participação do senador Bernie Sanders. A votação é acompanhada fora dos Estados Unidos por poder se tornar o primeiro imposto direcionado especificamente a bilionários.
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