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Homem preso injustamente por mais de um ano é solto após juiz descobrir que irmão usou sua identidade em crime em MT

Após a comprovação da falsidade ideológica e da inocência de Ramão, o magistrado expediu o alvará de soltura e corrigiu os registros do processo criminal.

O juiz Anderson Clayton Dias Batista, da 5ª Vara Criminal de Sinop (a 500 km de Cuiabá), determinou a soltura de um homem que permaneceu preso injustamente por mais de um ano. A decisão ocorreu após a Justiça constatar que a vítima teve a identidade usada pelo próprio irmão no momento de uma prisão em flagrante por furto.

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O caso teve origem em 23 de abril de 2022, durante uma tentativa de furto qualificado contra uma agência do Banco do Brasil na cidade de Sorriso (a 396 km de Cuiabá). Na ocasião, um dos suspeitos capturados pela polícia apresentou os documentos do irmão e se identificou como ‘Ramão’.

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A partir da falsa identificação, toda a persecução penal — incluindo a prisão preventiva, audiência de custódia e a denúncia do Ministério Público — passou a tramitar oficialmente com os dados do homem inocente.

Prisão indevida e descoberta do erro

Com o mandado de prisão expedido em seu nome, o verdadeiro Ramão acabou preso e mantido no sistema prisional. Durante os interrogatórios, ele negou veementemente qualquer participação no arrombamento bancário e alertou as autoridades que seu irmão, Cleiton — com quem possui grande semelhança física —, havia utilizado seus documentos pessoais ao ser abordado pelos policiais.

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A fraude na identidade só foi desarticulada no âmbito da Operação North Banks, deflagrada pela Polícia Civil em 2024 para desmantelar uma organização criminosa especializada em furtos a agências bancárias na região.

Após a comprovação da falsidade ideológica e da inocência de Ramão, o magistrado expediu o alvará de soltura e corrigiu os registros do processo criminal.

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