A Diretoria-Geral da Polícia Civil de Mato Grosso confirmou aumento de 13% nos casos de feminicídio no estado entre janeiro e dezembro do ano passado. O número de vítimas passou de 47 para 53 mulheres, com registros em 36 municípios, conforme relatório de mortes violentas por razões de gênero.
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Os crimes foram identificados em todas as 15 Regiões Integradas de Segurança Pública (RISPs), mostrando que a violência contra a mulher ocorre tanto em grandes centros quanto em cidades menores. Entre os municípios com mais casos estão Sinop, com seis registros, seguido por Cuiabá, Várzea Grande e Lucas do Rio Verde, com três cada. Também tiveram dois casos Cáceres, Guarantã do Norte, Nobres, Nova Mutum, Rondonópolis e Sorriso.
As regiões Norte e Médio-Norte concentraram o maior número de ocorrências, especialmente a RISP 3, com nove casos. Além de Sinop, também se destacaram Sorriso e Vera. Segundo a diretoria, a maior incidência em polos de crescimento populacional e econômico indica a necessidade de ações preventivas mais estruturadas.
O levantamento aponta que 72% das vítimas tinham entre 18 e 45 anos. Em 79% dos casos, os autores eram parceiros íntimos. As principais motivações foram a não aceitação do fim do relacionamento (28%), ciúmes (23%) e brigas de casal (23%). A maioria dos crimes foi cometida com arma branca (43%) ou arma de fogo (38%). No mesmo período, foram registrados 18,2 mil acolhimentos decorrentes de medidas protetivas.
Na série histórica entre 2020 e 2025, Mato Grosso registra média de 49,6 feminicídios por ano, com oscilações ao longo do período. Em 2020 foram 62 mortes, e o total de 53 casos no último ano ficou acima da média, sendo o maior número desde o início da pandemia e indicando tendência de agravamento da violência.







