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Delegado-chefe da Polícia Civil de Sorriso é exonerado após investigação de abusos na delegacia

O delegado-chefe da Polícia Civil do Estado de Mato Grosso em Sorriso, Bruno França, foi exonerado do cargo nesta quinta-feira (12). A decisão foi assinada pelo governador Mauro Mendes e publicada no Diário Oficial do Estado.

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Com a mudança, a delegada Layssa Crisóstomo passa a assumir a chefia da unidade. Bruno França permanece atuando como delegado na delegacia, porém sem função de chefia.

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A exoneração ocorre em meio a investigações conduzidas pela Corregedoria-Geral da Polícia Civil e pelo Ministério Público do Estado de Mato Grosso (MP-MT) sobre o furto de um celular funcional da unidade. Mensagens vazadas do aparelho indicariam possíveis abusos sexuais contra detentas e suspeitas de tortura contra investigados.

Em 6 de fevereiro, o investigador Manoel Batista da Silva, de 52 anos, foi indiciado pelos crimes de estupro e abuso de autoridade após a conclusão do inquérito que apurou violência sexual contra uma detenta.

Segundo a Polícia Civil, o crime ocorreu enquanto a mulher estava presa na unidade após o cumprimento de um mandado de prisão temporária relacionado a um homicídio. A denúncia foi encaminhada à delegacia na primeira quinzena de dezembro de 2025, por meio de requisição do Ministério Público.

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Um laudo pericial confirmou a compatibilidade genética do investigador, o que levou a polícia a solicitar a prisão preventiva dele, além de mandados de busca e apreensão e quebra de sigilo de dados telefônicos.

Após audiência de custódia, Manoel foi encaminhado para a Cadeia Pública de Chapada dos Guimarães, onde permanece preso.

A detenta denunciou ter sido estuprada cerca de quatro vezes pelo investigador em dezembro do ano passado. Segundo o relato da defesa, o policial retirava a vítima da cela e a levava para uma sala vazia da delegacia, onde cometia os abusos. Em uma das ocasiões, ele teria ameaçado matar a filha da mulher, que é menor de idade, caso ela denunciasse o crime.

De acordo com a delegada Layssa Crisóstomo, outras detentas foram ouvidas durante a investigação, mas até o momento não houve novas denúncias contra o policial.

A delegacia também é alvo de apuração após o vazamento de mensagens de um suposto grupo de WhatsApp mantido por policiais da unidade. Após a repercussão do caso, a Corregedoria-Geral enviou uma equipe ao local para investigar a conduta dos agentes, enquanto o Ministério Público abriu procedimento para acompanhar o caso.

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