O Brasil registrou 1,499 milhão de crianças e adolescentes de 5 a 17 anos em situação de trabalho infantil em 2025, o equivalente a 4% da população nessa faixa etária. Os dados divulgados pelo IBGE nesta sexta-feira (16) mostram queda de 9,2% em relação a 2024 e o menor nível da série histórica iniciada em 2016.
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O levantamento integra o módulo temático da PNAD Contínua. A incidência cresce conforme a idade: era de 1,1% entre crianças de 5 a 13 anos, passou para 5,9% no grupo de 14 e 15 anos e chegou a 14,5% entre jovens de 16 e 17 anos.
Pessoas pretas e pardas representavam 67% do total em situação de trabalho infantil. Em números absolutos, o Sudeste reunia 481 mil casos, seguido por Nordeste, com 408 mil; Norte, com 249 mil; Sul, com 233 mil; e Centro-Oeste, com 128 mil.
Proporcionalmente, o Norte tinha o maior índice, de 6,3%, enquanto o Sudeste apresentava o menor, de 3,3%. Entre meninos, a redução anual foi de 10%, e entre meninas, de 7,5%.
O impacto também apareceu na escolarização. Entre adolescentes de 16 e 17 anos em trabalho infantil, 79,6% frequentavam a escola, ante 89,6% no conjunto da mesma faixa etária. O país ainda contabilizou 525 mil pessoas de 5 a 17 anos em ocupações classificadas entre as piores formas de trabalho infantil.
O IBGE apontou ainda que a redução entre beneficiários do Bolsa Família respondeu por mais de 95% da diminuição total observada no período. Para acompanhar outras notícias nacionais, o público pode acessar o perfil do Canaã Notícias.





