A ação reúne 360 agentes da Delegacia de Roubos e Furtos de Automóveis (DRFA) e do Batalhão de Polícia de Choque (BPChq), além do apoio de veículos blindados. A investigação busca identificar a atuação de um grupo que, segundo a Polícia Civil, anunciava automóveis roubados e clonados em redes sociais, apresentando-os como se fossem regulares.
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Como funcionava a venda dos veículos
As apurações começaram após a identificação de perfis que ofereciam carros de alto valor por preços muito inferiores aos praticados no mercado. Conforme a polícia, os suspeitos pesquisavam anúncios legítimos para obter dados de veículos e utilizavam essas informações na adulteração de automóveis roubados, que depois eram colocados novamente à venda na internet.
Os investigadores também encontraram indícios de que integrantes do grupo recebiam encomendas de modelos específicos. Essa suspeita levou a polícia a apurar uma possível relação entre a procura por determinados carros e os roubos praticados para abastecer o mercado clandestino.
Polícia investiga possível comércio ilegal de armas
O avanço das investigações revelou ainda suspeitas de conexões com a comercialização clandestina de armamentos. De acordo com a Polícia Civil, a análise de 19.777 mensagens e 2.324 áudios identificou referências a possíveis negociações de fuzis AK-47, armas de calibre .50 e pistolas de uso restrito.
Também foram encontrados registros de investigados portando armamento de grande poder de fogo. As referências identificadas são elementos da investigação e não representam, por si só, a confirmação judicial de participação dos suspeitos no comércio de armas.
Primeira fase teve policial ferido
A primeira etapa da Operação Sinal Oculto ocorreu em 27 de agosto de 2026. Na ocasião, as equipes foram recebidas a tiros na comunidade Jardim Novo, e um policial civil foi atingido no rosto. Ele foi encaminhado ao Hospital Municipal Albert Schweitzer; as primeiras informações indicaram que estava fora de perigo.
Segundo a Polícia Civil, a etapa anterior terminou com o cumprimento de um mandado de prisão e outras duas prisões em flagrante. Foram apreendidos celulares, máquinas de cartão, rádios comunicadores, veículos, simulacros de fuzil e materiais que passaram a integrar a investigação.
Até a atualização inicial das informações sobre a operação desta sexta-feira, não havia confirmação de prisões na segunda fase. As investigações continuam para identificar outros possíveis envolvidos e esclarecer as ligações entre roubos de veículos, clonagem, revenda pelas redes sociais e suspeitas de tráfico de armas.
Foto de destaque: viatura da DRFA em imagem de arquivo, não registrada durante a operação desta sexta-feira. Foto/Divulgação Polícia Civil do Rio de Janeiro.





