Vídeos, áudios e imagens produzidos por inteligência artificial estão mais sofisticados, o que exige atenção antes de acreditar ou compartilhar o conteúdo. Especialistas ouvidos pela CNN Brasil afirmam que o contexto e a origem da mensagem são tão importantes quanto a aparência para identificar uma possível falsificação.
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Entre os sinais que podem indicar um deepfake estão falta de sincronia entre os lábios e a voz, dentes que mudam de formato, pausas de respiração pouco naturais e iluminação facial diferente do restante da cena. Pedidos urgentes de senha, dinheiro ou acesso a links também devem aumentar a desconfiança.
Ferramentas de investigação digital podem apontar indícios de manipulação, mas não oferecem garantia absoluta. A recomendação é conferir a fonte, procurar outras referências e evitar decisões apressadas, especialmente quando a mensagem envolve transações ou dados pessoais.
O uso de vídeos falsos em fraudes eletrônicas pode resultar em pena de quatro a oito anos de reclusão e multa, conforme o crime praticado. Também pode haver responsabilização civil por prejuízos financeiros e danos morais.
Um caso recente envolveu um homem que saiu de Imperatriz, no Maranhão, e viajou mais de 2 mil quilômetros até Belo Horizonte para encontrar uma mulher apresentada em vídeos gerados por IA. Segundo a reportagem, ele descobriu ao chegar que a pessoa não existia no mundo real.
Até a publicação da matéria original, o episódio não havia sido registrado na Polícia Civil. Orientações sobre segurança digital também podem ser acompanhadas no Instagram do Canaã Notícias.





