A Amazônia perdeu 693 mil hectares de vegetação em 2025, o menor resultado da série histórica do MapBiomas. O levantamento mostra que 92% da área desmatada era formada por vegetação primária. Uma vista aérea próxima a Uruará, no Pará, ilustra o avanço da ocupação sobre a floresta.
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Apesar da redução recente, o estudo aponta a expansão da agropecuária e a proximidade de estradas como fatores de pressão. Em áreas localizadas a até cinco quilômetros de vias, a atividade agropecuária ocupa 40,2% do território, enquanto a vegetação nativa corresponde a 56,7%.
A Amazônia possui 618 mil quilômetros de estradas, e 41,5 mil quilômetros atravessam áreas protegidas. No entorno da BR-364, a agropecuária ocupa 43,5% da área em um raio de 20 quilômetros; na BR-163, o índice é de 39%. Na BR-319, a vegetação nativa ainda cobre 86% do mesmo perímetro.
Dentro de territórios protegidos, a vegetação nativa representa 98% da cobertura, chegando a 98,9% nas Terras Indígenas. Desde 1985, porém, a Amazônia perdeu 54,7 milhões de hectares de vegetação nativa, e a área destinada à agropecuária cresceu 440%.
A pastagem foi identificada em 77% das áreas após a conversão inicial da vegetação e ocupava 50,8 milhões de hectares em 2025. Outros dados nacionais sobre meio ambiente podem ser acompanhados no Instagram do Canaã Notícias.





