Com o fim do vazio sanitário em Mato Grosso, encerrado no dia 06 de setembro de 2025, a semeadura da soja foi liberada oficialmente em todo o estado a partir do dia 07 de setembro, com prazo de plantio permitido até 07 de janeiro de 2026. Logo após a liberação, as primeiras chuvas chegaram a Nova Canaã do Norte e já impulsionaram os agricultores a iniciarem o plantio da safra 2025/26. Entre as propriedades que largaram na frente estão a Fazenda Nova Santa Helena e a Fazenda Santo Expedito.
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Segundo o Engenheiro Agrônomo Elias Barbieri, responsável técnico pelas duas fazendas, as condições climáticas se mostraram bastante favoráveis neste início de safra. “O ritmo começou mais acelerado em comparação ao mesmo período do ano passado, mas muitos produtores ainda aguardam a regularização das chuvas para intensificar os trabalhos a campo”, afirmou ao Canaã Notícias.
Apesar do bom começo, os sojicultores de Nova Canaã do Norte e de todo o estado enfrentam desafios significativos nesta safra. Um estudo do Instituto Mato-Grossense de Economia Agropecuária (Imea) em parceria com o Senar-MT apontou que até julho de 2025 o custo de produção da soja aumentou 7,69%, alcançando R$ 7.657,89 por hectare. Os principais responsáveis pela alta foram os fertilizantes (9,23%) e defensivos (4,33%). Além disso, o custo de oportunidade do capital disparou 24,28%, reflexo da elevação da taxa Selic, que neste ano atingiu patamares históricos.
Do lado da receita, a estimativa de produtividade média é de 60,45 sacas por hectare, com preço projetado em R$ 110,10 por saca de 60 kg. Nesse cenário, a receita bruta deve atingir cerca de R$ 6.656,00 por hectare, uma queda de 8,23% em relação à safra passada. O valor é suficiente para cobrir o Custo Operacional Total (COT), garantindo uma margem de R$ 256,12 por hectare, mas insuficiente para quitar integralmente o Custo Total de Produção, deixando uma lacuna de R$ 1.001,89 por hectare.
“O grande gargalo segue sendo o peso dos fertilizantes e defensivos, que juntos representam 37,58% do custo total da produção”, destaca o relatório do Imea.
Assim, os próximos meses serão decisivos para o desenvolvimento da safra, que une boas perspectivas de clima, mas carrega incertezas econômicas que devem impactar diretamente a rentabilidade dos produtores de todo o estado.







